Paraísos no Leste Europeu que pouca gente conhece

Paraísos no Leste Europeu que pouca gente conhece

16.12.2021

Todo mundo já ouviu falar muito de Espanha, Itália e França, os destinos mais populares de viagem na Europa, mas pouca gente conhece o outro lado do velho continente.

Eu, confesso, me incluo nessa lista. 

Mas navegando pelos sites oficiais de alguns desses países da Europa oriental, fiquei realmente surpresa com quantas belezas escondidas podem ser garimpadas no leste europeu.

Nesse artigo, vamos falar de alguns lugares que provavelmente nem você nem eu pensaríamos em primeiro lugar ao planejar as nossas próximas férias.

Ao menos não antes de eu escrever – e você ler – esse artigo.

Abaixo, divido com você o que me faria conhecer cada um desses lugares amanhã mesmo. Talvez você também encontre bons motivos para dar uma chance ao leste europeu de surpreender você.

Partiu?

Paraísos no Leste europeu: de quais países estamos falando?

Eles ainda estão fora do radar da maioria dos turistas, mas nos últimos anos o Leste Europeu tem sido uma região cada vez mais buscada em viagens pela Europa. 

Razões para isso não faltam: cultura diferenciada, boa infraestrutura e preços convidativos são apenas algumas delas.

Mas… você sabe exatamente de quais países falamos quando nos referimos ao leste europeu?

Essa não é uma pergunta assim tão fácil de ser respondida, porque não há um consenso universal.

A classificação dada pela Organização das Nações Unidas, contudo, inclui: 

  • Bielorrússia, 
  • Bulgária, 
  • República Tcheca, 
  • Hungria, 
  • Polônia, 
  • Moldávia, 
  • Romênia, 
  • Federação Russa,
  • Eslováquia e 
  • Ucrânia.

Quer explorar alguns dos paraísos menos conhecidos desses países da Europa Oriental? 

Aqui estão alguns destinos que você não pode perder e, talvez, dos quais você nunca tenha ouvido falar:

Minsk e Belovezhskaya Pushcha, Bielo-Rússia

Por muitos anos, a Bielo-Rússia fez parte da União Soviética e se você já esteve na Rússia antes, provavelmente encontrará muita semelhança ao caminhar pelas cidades da Bielo-Rússia. 

A capital, Minsk, está entre as capitais menos turísticas da Europa, um achado para quem curte conhecer lugares pitorescos, com muita história, sem precisar disputar espaço com multidões.

Além de Minsk, você pode visitar cidades como Hrodna, onde encontrará monumentos arquitetônicos da era soviética, vida noturna agitada, excelentes museus e um conjunto da arquitetura da era Stalin.

Mas meu destino favorito no país seria o Parque Nacional Belovezhskaya Pushcha, considerada uma das últimas florestas virgens da Europa e por isso incluída na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade em 1992.

Nos tempo remotos, o local serviu diversão para príncipes de Kiev e da Lituânia, reis poloneses e czares russos que caçavam no parque.

Por sorte, hoje ao menos 55 espécies de mamíferos ainda habitam o parque e os visitantes podem observá-los em seu habitat natural. Aqui são incluídos linces, javalis, cavalos selvagens, lobos, alces, lontras, castores e cerca de 300 bisões europeus, o maior mamífero terrestre do continente. 

Por conta das caças, esses bisões foram levados  quase à extinção e por isso agora recebem proteção especial e viraram o símbolo do parque.

É possível se hospedar em um dos hotéis do parque e conhecer a floresta de bicicleta, em longas caminhadas por trilhas ou mesmo dirigindo o próprio carro. Para avistar a vida selvagem é recomendado fazer os passeios com um guia indicado pelo parque.

É bom saber: 

> Apesar de a maioria dos países europeus utilizar oficialmente o euro, alguns têm sua própria moeda. É o caso da Bielo-Rússia, que utiliza o rublo bielorrusso. Na conversão, 1 rublo corresponde a 0,35 euros ou R$2,23 (dezembro/2021).

> Bielo-Rússia e o Brasil têm o Acordo de isenção parcial de vistos para viagens com fins de turismo de duração até 90 dias por ano. Você encontra informações complementares no portal consultar.

Kiev e o Túnel do amor, na Ucrânia

Para quem está procurando um lugar para se divertir ou apenas explorar as belezas que a Ucrânia tem a oferecer, o ponto de partida é Kiev, a capital da Ucrânia.

Apesar dos rumores eternos de conflitos armados com a Rússia, os ucranianos têm fama de serem muito acolhedores e de gostarem de se divertir. 

O que me levaria até a Ucrânia?

O país tem muito a oferecer em termos de comida e cultura. Algumas das melhores iguarias incluem borscht – sopa de beterraba – e varenyky, deliciosos pierogis recheados com queijo e batata ou carne moída.

Também faria questão de conhecer o impressionante e encantador Túnel do Amor, um dos locais mais fotografados de toda a Ucrânia. 

Os visitantes viajam de todo o mundo para ver o famoso túnel de árvores que atravessa a pequena cidade de Klevan no oeste.

Uma clareira de 5km se abre entre as árvores pela passagem de um trem de carga e forma uma paisagem única.

Portanto, é preciso ter cuidado. Turistas costumam lotar a linha férrea para tirar fotos, mas é bom ficar atento ao apito que avisa que o trem se aproxima.

É bom saber:

> Para viagens com fins de turismo, brasileiros não precisam de visto para entrar na Ucrânia. A isenção é válida para a permanência de até 90 dias durante um período de 180 dias

> A língua oficial é ucraniano, embora boa parte da população também fale russo.

> A moeda em circulação no país é a Grívnia (UAH) e a cotação do câmbio é favorável aos turistas: R$1 corresponde a 4,82 grívnas e € 1 equivale a aproximadamente 31 grívnias (em dezembro/2021).

Budapeste e Eger, na Hungria

O nosso próximo destino é Budapeste, a capital da Hungria e um dos paraísos no leste europeu.

A capital mistura as culturas ocidental e oriental e forma algo único. Desde que a cortina de ferro se desfez, a capital tem prosperado dia após dia e atraído cada vez mais turistas.

Entre as atrações imperdíveis da capital Budapeste está o majestoso Palácio do Parlamento, cujo projeto foi inspirado no Palácio de Westminster, em Londres.

Mas o que me faria visitar a Hungria amanhã mesmo seria a possibilidade de navegar pelo Rio Danúbio e de curtir as piscinas que se espalham por toda a cidade, graças às inúmeras fontes de águas termais.

Além disso, faria questão de conhecer Eger, uma pequena vila com ruas de paralelepípedos e um castelo do século XIII, para provar uma taça ou duas de Egri Bikavér, o vinho húngaro tradicional produzido na cidade desde o século XVII conhecido como sangue de boi. 

Também não me despediria da Hungria  sem antes passar pela região vinícola de Tokaj, para conhecer os seus famosos vinhos azsu doces. 

Esses vinhos são curiosamente feitos a partir da fermentação de uvas que ‘apodreceram’ de forma natural. 

Mas não se engane: essa “podridão” dá origem a alguns dos vinhos doces mais aclamados do planeta, entre eles os da região de Sauternes, na França, e de Tokaj, na Hungria. 

É bom saber:

> Um Florim húngaro, a moeda da Hungria, equivale a R$0,017.

> Não há exigência de visto para brasileiros entrarem na Hungria para uma estadia de até 90 dias em um período de seis meses. 

Mas atenção: a Hungria faz oficialmente parte do Espaço Schengen e, em breve, cidadãos brasileiros precisarão do Visto Schengen, ou ETIAS, para poderem entrar e permanecer nos países assinantes do acordo. Fique de olho aqui no blog para saber a partir de quando o ETIAS estará sendo exigido!


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Bucareste e Sibiu, Romênia

A Romênia faz fronteira com a Moldávia e a Ucrânia e, assim como a Hungria, o país também é cortado pelo rio Danúbio.

Meu primeiro destino na Romênia seria fatalmente Bucareste, uma das cidades mais antigas do mundo, com a vantagem de ser uma das capitais mais econômicas da Europa.

Um Leu romeno, a moeda oficial da Romênia, equivale a cerca de R$1,30.

Depois de trocar euros pela moeda local, sairia caminhando pelas ruas da cidade, visitaria o Palácio do Parlamento, o Museu Nacional de Arte da Romênia, a Catedral Metropolitana e o Teatro Nacional de Bucareste. 

Apreciaria a mistura de arquitetura sofisticada e elegante dos seus monastérios, castelos e igrejas que faz de Bucareste ser chamada de Pequena Paris, um dos paraísos do leste europeu.

Mas meu destino principal no país seria Sibiu, na Transilvânia, para conhecer de perto a pequena cidade medieval e os lagos de água salgada de Ocna Sibiului.

O depósito de sal tem sido explorado desde a época dos romanos nessa região da Romênia e essa exploração contínua levou à formação de grandes cavernas subterrâneas que desabaram com o tempo e formaram diversos lagos.

O nível de sal da água desses lagos é tão alto que você pode flutuar na superfície sem afundar.

Além disso, é possível se divertir com um delicioso banho de lama. Além dos lagos salgados, há um lago cheio de lama negra medicinal, uma argila naturalmente enriquecida com minerais que é terapêutica para artrite, além de deixar sua pele lisa e macia com a de um bebê. 

É bom saber:

> Os cidadãos brasileiros podem viajar à Romênia por até 90 dias com o passaporte válido sem necessidade de visto.

> A língua romena é a língua oficial do país e a boa notícia é que ela tem muitas semelhanças no campo da gramática e do vocabulário com a língua portuguesa. Várias palavras são escritas e faladas da mesma forma que em português. 

Tá aí um ótimo primeiro destino para nós desbravarmos os paraísos no leste europeu, concorda?

Esses são alguns dos locais mais incríveis do leste europeu que são perfeitos para uma escapada rápida ou férias prolongadas. São lugares absolutamente repletos de belezas naturais e, às vezes, até mesmo fora de todos os roteiros turísticos.  

E agora que já sabemos desses paraísos já não tão secretos do Leste Europeu, é hora de começarmos a planejar a nossa viagem!

Eu pretendo ir em 2022! E você, vai quando?

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