Investimento em Startups como instrumento de mudança no mundo

Investimento em Startups como instrumento de mudança no mundo

09.06.2020

A pouco mais de dez anos descobri o termo “investimento em Startups”. Confesso que foi estranho aos meus ouvidos, uma vez que nem startup eu sabia o que queria dizer. Logo depois, para confundir ainda mais, fui apresentado em um evento a algo ainda mais complicado: um tal ser chamado de “investidor anjo”.

Bem, aqueles eram tempos remotos no Brasil em relação a este tema, porém na Europa já era possível compreender muito melhor o que tudo aquilo realmente queria dizer e qual transformação real as tais startups estavam fazendo no mundo. 

No Brasil, investimento em startups além de ser algo completamente novo tinha ainda a resistência de mal sabermos o que era o conceito de startups. Pouco mudou em relação a conhecimento para a maioria das pessoas, o que ficou mais fácil de entender, pelo menos para o grande público, é que estas tais startups são empresas que promovem mudanças e, em muitos casos, transformam de forma radical o ambiente e mercado onde estão inseridas. 

Enquanto isso na Europa, quase como uma nova onda de inovação, as startups com seus modelos de negócios velozes e eficientes transformava o turismo (Airbnb por exemplo) e o transporte individual. Em patinetes, bicicletas ou carros por onde se olha nos países europeus se presencia esta transformação. Espanha, Portugal, França, Inglaterra, Suécia, Alemanha ou ainda na Dinamarca vivenciam estas transformações no modo de consumir e interagir com as coisas e com o mundo.

Startups, anjos e unicórnios. Um novo mundo não apenas nos termos.

Outro ponto que ajudou a difundir o conceito de startups pelo mundo foram os unicórnios. Estes animais mitológicos são a definição encontrada pelos empresários para explicar uma startup que tem seu valor de mercado superior a um bilhão de dólares.
Entenda aqui como startup: uma empresa como qualquer outra, nascida do propósito de empreendedores que tem em mente o mantra “resolver um problema real, gerar renda com ele e conquistar clientes de forma exponencial”. Tal modelo de negócio precisa ter em sua estrutura boa base tecnológica, caso contrário, este feito jamais será alcançado.

Tendo a Europa consolidado em muitos países um enorme desenvolvimento intelectual, seja pelas universidades, empresas ou mesmo pela educação dos seus cidadãos as startups encontraram em solos europeus terreno fértil para multiplicarem. 

Quando iniciei minha jornada de investimentos em startups, assim como muitos, fiz isso de forma solo. Sozinho, analisava uma enorme quantidade de negócios sem que muitos fizessem sentido com minha experiência ou até mesmo com o que eu acreditava ser um bom negócio. O resultado disso foi o mais normal que se possa desejar: errei feio, investi em empreendedores sem condições mínimas e joguei fora boa parte do capital. Mas, isso sim, foi um bom legado e um grande aprendizado. As fases seguintes foram muito interessantes.

Após os erros, o aprendizado com investimento em startups

Logo após este primeiro ciclo, conheci alguns movimentos de investidores e, dentre eles, o movimento de investimento anjo. Define-se como anjo aquele empreendedor ou mesmo profissional que conquistou algum sucesso em sua carreira e pode, muito além do dinheiro, auxiliar com sua experiência empreendedores em fase inicial a deslanchar o seu negócio. Seja com networking, conhecimento empírico sobre o tema ou outro tipo de doação de tempo que extrapola a questão financeira.

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Conheci muitos investidores com essa experiência que, em alguns casos, apenas criavam o chamado portfólio que se define como fazer investimento em algumas startups a fim de diminuir o risco ou até mesmo aqueles que, além do capital financeiro, queriam mesmo era ajudar o empreendedor de forma prática. O bacana disso tudo é que desde que os princípios sejam realmente criar negócios que façam sentido no mundo e estejam alinhados com os valores dos empreendedores, está tudo bem. Você pode investir apenas capital e acompanhar o avanço das empresas ou pode dedicar uma parte do seu tempo ajudando-os de forma prática mesmo. 

Investimento em Startups como instrumento de mudança no mundo

Mergulhei em movimentos promovidos por entidades ligadas as startups e consolidei no ABC Paulista, em São Paulo, um núcleo de investidores anjos e ajudei a fundar novos movimentos com ecossistemas empreendedores. No Rio Grande do Sul o Acelera Serra, em São Paulo o ABC Valley, e indo para o Nordeste o Caatinga Valley na Paraíba. Não poderia ser diferente, afinal, mergulhei neste movimento e também acabei criando uma carteira pessoal de investimento em Startups.

Investimento em Startups está muito além de apenas uma divisão em termos percentuais do volume financeiro para investir, diluindo assim os riscos. Investimento em Startups é algo transformador. Estamos dando a oportunidade de um ou mais empreendedores terem a sua chance de transformarem a realidade na qual estão inseridos. Faz todo sentido este investimento uma vez que, como já disse, investimos em empresas que nascem do propósito dos seus empreendedores e que tem em sua estrutura muita tecnologia e inovação. Desta forma, menos impacto no planeta, mais resultado financeiro e ainda empreendedores mais conscientes do seu papel transformador no mundo. 

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No Brasil, ainda tive a experiência de criar um Fundo de Investimento. Foi um aprendizado enorme, porém, sem êxito na operação acabamos fechando este ciclo antes mesmo dele nascer.
Porém, sem esta experiência não haveria nascido a Core Angels Atlantic em Portugal. Ela, sim, deriva de um grande grupo de investidores em startups trazendo consigo muita bagagem de conhecimento, gestão e governança. Hoje na Core Angels temos mais de quinze investidores que, mensalmente, analisam startups brasileiras em um comitê global para investimento. 

Core Angels Atlantic, sua conexão com startups na Europa

Na Core Angels investimos apenas em startups brasileiras com produtos ou serviços globais. A ideia é maximizar as oportunidades destas startups colocando capital e utilizando todo nosso networking na expansão deste negócio. Com um pé no mundo a partir de Portugal, auxiliamos a abertura de uma base fora do Brasil e ampliamos as conexões desta startup com nossa rede. Gosto muito deste modelo pois ele não segmenta setores, mas soluções. Precisamos enquanto empreendedores brasileiros pensar globalmente. Na Core Angels, damos ouvido a estes empreendedores. 

Acredito que ficou bem mais fácil para você compreender por onde começar quando pensamos em investimento em startups. No entanto, acredito que o início de tudo é entrar neste universo. Na Core Angels temos um responsável por relacionamento com investidores que explica as métricas, valores, contratos e demais pontos. Se faz sentido para você conhecer, diversificar investimento ou ainda mergulhar neste universo, fale conosco. Vou deixar o link abaixo de contato para que você possa conhecer mais a Core Angels.

Outro movimento bacana que existe para contribuir com este ecossistema de startups é ajudar empreendedores iniciantes como mentor. Nossa jornada vivida pode ajudar muito aqueles que estão iniciando, e se você pode doar algum tempo da sua semana para empreendedores melhor ainda, pois você poderá auxiliar diretamente estes negócios a terem seu lugar ao sol.

Para saber mais sobre a Core Angels Atlantic:
https://www.atlantichub.com/capital/

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