Retomada da economia na Espanha pós pandemia

Retomada da economia na Espanha pós pandemia

04.11.2021

Em relação à economia, a Espanha foi um dos países europeus que enfrentou mais prejuízos em consequência da pandemia do coronavírus e dos meses de confinamento em 2020 e 2021.

O país fechou o ano de 2020 com uma grande contração na economia e registrou a queda de 11% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo o pior desempenho registrado para o índice. O desemprego geral também aumentou bastante, o que agravou a situação ainda mais.

Por todas estas razões, o país é um dos que pode demorar mais para se recuperar dos prejuízos, tanto em relação ao PIB, como ao alto índice de desemprego. 

Desemprego 

Espera-se que a taxa de desemprego atingida durante os piores momentos da pandemia diminua. O índice, que chegou a ser registrado em mais de 16% em 2021, pode chegar a 14,2% em 2022.

Em julho de 2021, o número de espanhóis inscritos na Segurança Social para receber algum tipo de apoio governamental atingiu um recorde: mais de 19 milhões de pessoas.

O desemprego começa a cair lentamente

Durante o ano de 2021 as taxas de desemprego têm dado sinais de melhora. Em junho, o Serviço Público de Emprego da Espanha publicou atualizações sobre estes dados, revelando uma queda de 5,4% no desemprego.

Atualmente, o país tem cerca de 3,2 milhões de desempregados, conforme os dados referentes a outubro de 2021, o que representa 14,6% da população.

De outubro de 2020, quando foi registrado um desemprego de 16,3%, até setembro de 2021, a taxa de desemprego caiu 1,7%.

Aumento da inflação

Além da queda no PIB e do aumento do desemprego, a Espanha vem passando por um período de aumento da inflação, que também é reflexo da pandemia.

Em outubro de 2021 (dado mais recente publicado), a inflação aumentou 5,4%, e em setembro o aumento registrado foi de 4%. O índice correspondente a outubro é o mais alto dos últimos 30 anos.

Em termos comparativos, no mesmo período do ano anterior, a inflação espanhola havia registrado uma queda de 0,8%.

Os maiores responsáveis por esse aumento, que é medido pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) são os gastos com moradia e com as taxas de eletricidade.

É esperado que a inflação espanhola responda à recuperação da economia do país. O Banco Central estima que até o ano de 2023 os índices da inflação sejam semelhantes ao período pré-pandemia.

Projeções de crescimento para 2021

Em setembro de 2021, o governo espanhol publicou as projeções para o PIB para os próximos tempos. O governo espera fechar o ano de 2021 com um crescimento de 6,5%. Já para 2022, é esperado um aumento de 7%.

As estimativas otimistas contam com alguns fatores para alavancar esse crescimento: a volta do movimento turístico, a chegada de novos investimentos e a retomada do consumo.


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Projeções do FMI 

O Fundo Monetário Internacional havia feito projeções semelhantes para a retomada da economia espanhola, mas um pouco mais modestas. O FMI estimou um crescimento de 6,2% até o fim de 2021 e de 5,8% para 2022.

Projeções da Comissão Europeia

Já a Comissão Europeia apresentou previsões menos otimistas. Segundo as informações oficiais, a Comissão prevê que a economia espanhola dará sinais de recuperação mais contundentes apenas em 2023. Até lá, o país deve seguir lidando com as consequências econômicas da pandemia.

Para o fim de 2021, a previsão do crescimento do PIB foi atualizada para 4,6%, enquanto para 2022 espera-se um crescimento de 5,5%. 

Considerando que em 2023 o país ainda estará em progresso econômico, a Comissão prevê um crescimento de 4,4% do PIB espanhol.

Chegada do financiamento Europeu

A Espanha, assim como outros países da União Europeia, vem recebendo ajuda financeira do plano europeu de recuperação da economia. Estima-se que o país poderá receber cerca de 140 bilhões de euros para aplicar nos projetos de recuperação. 

Há outros problemas por resolver

Evidentemente, a chegada de auxílio financeiro não é suficiente para tirar a Espanha da crise financeira após quase dois anos de pandemia. Segundo especialistas, a distribuição e alocação das verbas deve ser feita com inteligência, para garantir a recuperação da economia.

Outros problemas também podem atrapalhar o gerenciamento dos financiamentos. No setor das construções, por exemplo, há falta de matéria-prima e de mão-de-obra qualificada.

A gestão de todas estas questões em conjunto é apontada como a melhor solução para elevar a economia do país, deixando os piores momentos no passado.

O desemprego das pessoas mais jovens também é uma preocupação. Essa parcela da população foi a mais afetada com a falta de trabalho durante a pandemia. Segundo os dados oficiais, em 2020, 40,9% das pessoas com menos de 25 anos estavam desempregadas.

Em setembro de 2021, o índice já havia reduzido, mas ainda é muito alto e preocupante. 30,9% dos espanhóis abaixo dos 25 anos estão sem trabalho.

Recuperação da economia e novos casos de Covid

Apesar de já ter vivido momentos mais tranquilos, a pandemia do coronavírus ainda não acabou, e atualmente a Europa vive um período de novo crescimento no número de contaminações. Ainda não se sabe se serão necessárias novas medidas de isolamento, portanto, não é possível prever eventuais novos prejuízos. 

Embora as notícias sobre a economia sejam animadoras e os índices gerais já demonstrem alguma melhora e tendências de crescimento, a Comissão Europeia vê o quadro com certa preocupação, devido à instabilidade do momento.

Por isso, é preciso esperar. Enquanto isso, o governo espanhol trabalha para fazer a retomada da economia na Espanha e amenizar os prejuízos trazidos pela pandemia.

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